{"id":77,"date":"2019-02-21T00:20:17","date_gmt":"2019-02-21T00:20:17","guid":{"rendered":"http:\/\/www.margaretegoularte.com.br\/?p=77"},"modified":"2019-02-27T18:12:05","modified_gmt":"2019-02-27T18:12:05","slug":"o-fim-e-o-novo-comeco","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.margaretegoularte.com.br\/index.php\/2019\/02\/21\/o-fim-e-o-novo-comeco\/","title":{"rendered":"O fim e o novo come\u00e7o"},"content":{"rendered":"\n<p>5 de Janeiro de 2015. <\/p>\n\n\n\n<p>Primeiro dia \u00fatil ap\u00f3s as\nfestas do fim de ano. Uma segunda-feira de um ver\u00e3o tropical cujo dia nascia j\u00e1\ntrazendo calor.<\/p>\n\n\n\n<p>Eu havia acordado mais cedo do que era meu costume, sem o som irritante do despertador que nos \u00faltimos anos tornou-se necess\u00e1rio para me acordar a tempo de perder tempo antes de seguir para o trabalho. Mas a partir daquele dia n\u00e3o iria mais. <\/p>\n\n\n\n<p>Foram trinta anos de a\u00e7\u00e3o sob stress,  em estado de alerta constante e a ter a todo tempo que desenvolver novas regras para que o servi\u00e7o oferecido tivesse qualidade. Mesmo sendo a parte t\u00e9cnica apaixonante, tudo parecia pedir uma pausa, curta ou longa, mas uma necess\u00e1ria pausa. <\/p>\n\n\n\n<p>Naquela manh\u00e3, eu olhei para tr\u00e1s no tempo e me senti bem com o trabalho realizado. Tinha planos para o futuro pr\u00f3ximo que certamente n\u00e3o permitiriam que sentisse falta de uma rotina que j\u00e1 n\u00e3o era perfeitamente suport\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p>Lembrei que nos \u00faltimos dois anos, sentava-me \u00e0 borda da cama ap\u00f3s o banho sem vontade de escolher a roupa que iria vestir. Lembrei tamb\u00e9m que a \u00faltima fun\u00e7\u00e3o havia me causado aumento de peso por me tirar o tempo de uma atividade f\u00edsica. Ent\u00e3o  naquele momento n\u00e3o ter a necessidade de escolher uma roupa, permitir-me ficar de pijama e arquitetar os demais dias de minha vida,  provocava uma sensa\u00e7\u00e3o de nova de liberdade.<\/p>\n\n\n\n<p>Sabia exatamente que o ponto de partida para essa nova mudan\u00e7a seria a viagem sonhada, de mochila, por alguns pa\u00edses da Europa. Comecei a ler sobre viagens e roteiros, em livros, revistas e internet at\u00e9 que algo chamou minha aten\u00e7\u00e3o. Havia um programa de trabalho nos vinhedos da Alemanha.<\/p>\n\n\n\n<p>A colheita da uva ocorria no outono. A poda ocorria na primavera e seguiria a ramificar e frutificar por todo o ver\u00e3o, estando seus suculentos cachos maduros no outono a partir de setembro, sendo que a colheita se estendia at\u00e9 o m\u00eas de e novembro.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o poderia esperar tanto\npara a primeira experi\u00eancia, ent\u00e3o decidi que primeiro iria visitar alguns\nlugares t\u00e3o desejados e depois decidiria sobre o trabalho.<\/p>\n\n\n\n<p>Iria na primavera. Ver as\nflores, rios, museus e arquitetura. Visitar a Holanda e B\u00e9lgica dos meus\nantepassados. E depois ir para Alemanha, Republica Tcheca, Austria, Hungria e\nSui\u00e7a. \u00c0 Fran\u00e7a iria apenas no norte, na Alsacia, ver as planta\u00e7\u00f5es de uva e\nexperimentar o Pinot Noir e o Pinot Griggio. <\/p>\n\n\n\n<p>Os meses que sucederam foram de planos e arranjos para a grande viagem que iniciaria no dia dezesseis de abril.<\/p>\n\n\n\n<p>O primeiro ano foi apenas de\ndescobertas. Iniciei a viagem por Amsterdam. Foi uma boa escolha. Vi pela\nprimeira vez a bela arquitetura preservada das fachadas medievais e centenas de\ncanais e pontes que produzem uma paisagem delicada e bela. Escolhi a primavera\npara ver o espet\u00e1culo de cores das tulipas, narcisos e jacintos e me emocionei\nnos museus Van Gogh e Rijks Museum. <\/p>\n\n\n\n<p>Fiquei somente quatro dias,\nmas iria voltar dois meses ap\u00f3s para o retorno ao Brasil, ent\u00e3o segui sem olhar\npara tr\u00e1s em dire\u00e7\u00e3o a Brugges, na B\u00e9lgica. Viagem de trem e primeiras li\u00e7\u00f5es\nsobre esta\u00e7\u00f5es, tabelas de hor\u00e1rios, compras de tickets, bagagens e\nplataformas. <\/p>\n\n\n\n<p>Brugge <\/p>\n\n\n\n<p>21 de Abril de 2015<\/p>\n\n\n\n<p>Cheguei a Brugges e instintivamente fui andando a p\u00e9 da esta\u00e7\u00e3o para a cidade e logo a encontrei com toda a sua beleza. Passava de meio dia e a cidade estava lotada de turistas. Tive dificuldade de achar o endere\u00e7o do hotel, mas com a ajuda de um morador, cheguei ao Hotel Notre Dame que se encontrava fechado com um recado na porta. Pedia para ligar para o numero indicado. Eu n\u00e3o tinha um telefone habilitado, mas o gentil cavalheiro ligou e imediatamente veio a hostess atender e l\u00e1 deixei  minha bagagem, ap\u00f3s fazer o cadastro, e fui ansiosa ver a cidade. <\/p>\n\n\n\n<p>Arquitetura, hist\u00f3ria, arte, canais, chocolates, frutas vermelhas, rendas de bilros, outras rendas e artesanatos lindos, igrejas, torres e moinhos. Tanta beleza que embriaga. Tudo em uma pequena e delicada cidade. Em um hotel lindo e confort\u00e1vel onde dormi bem ignorando o frio que estava l\u00e1 fora. Fiquei quatro dias neste lugar e segui com vontade de ficar. Fui para a Bruxelas. <\/p>\n\n\n\n<p>Bruxelas<\/p>\n\n\n\n<p>25 de Abril de 2015<\/p>\n\n\n\n<p>Chovia naquele s\u00e1bado em Bruxelas, ficaria mais um dia e iria embora na segunda para D\u00fcsseldorf, na Alemanha. Choveu o tempo todo e por sorte meu hotel estava pr\u00f3ximo da esta\u00e7\u00e3o e de muitas atra\u00e7\u00f5es importantes que percorri a p\u00e9 andando por amplas avenidas com seu edif\u00edcios em Art Noveau, passando por teatros, igrejas, est\u00e1tuas, inclusive o c\u00e9lebre Manneken Pis.  Experimentei a batata belga com maionese e tomei uma \u00fanica cerveja belga. Ganhei um energizante de cannabis do dono do Kiosqui que me deu um abra\u00e7\u00e3o caloroso, assim como tamb\u00e9m recebi a aten\u00e7\u00e3o de senhorinhas no caf\u00e9 Paul e de um senhor na frente da Eglise Saint-Joseph , que contou suas experi\u00eancias quando trabalhava na Alemanha,<\/p>\n\n\n\n<p>Dois dias voaram e pareceu que n\u00e3o conheci suficiente a cidade, aprendendo que dois dias n\u00e3o s\u00e3o suficientes para conhecer um lugar. <\/p>\n\n\n\n<p>Li\u00e7\u00e3o 3: Dois dias s\u00e3o insuficientes para conhecer o m\u00ednimo de uma cidade. <\/p>\n\n\n\n<p>Segui para D\u00fcsseldorf, de trem. Fui sem grande expectativa, mas l\u00e1 vi pela primeira vez aquele que me fascinaria e me faria planejar toda uma viagem posterior para melhor conhec\u00ea-lo. Der Rhein. O lindo e maravilhoso Rio Reno. <\/p>\n\n\n\n<p>Pr\u00f3ximo post &#8221; O Reno&#8221; , amor a primeira vista. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>5 de Janeiro de 2015. 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