{"id":206,"date":"2019-03-26T03:03:43","date_gmt":"2019-03-26T03:03:43","guid":{"rendered":"https:\/\/www.margaretegoularte.com.br\/?p=206"},"modified":"2019-04-15T14:22:12","modified_gmt":"2019-04-15T14:22:12","slug":"viena","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.margaretegoularte.com.br\/index.php\/2019\/03\/26\/viena\/","title":{"rendered":"VIENA"},"content":{"rendered":"\n<p>15 de Maio de 2015<\/p>\n\n\n\n<p>Depois do encantamento de Praga fui para Viena de trem e encontrei minha filha, que estava estudando na Universidade de Viena. Ela estava adoentada, com gripe, abatida e visivelmente triste. <\/p>\n\n\n\n<p>Ent\u00e3o fiquei dois dias em um hotel e fui, &nbsp;no fim do domingo 17 de maio, &nbsp;para o apartamento dela. Eu tinha antigripais na bagagem, que foram \u00fateis na ocasi\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando cheguei \u00e0 cidade de Strauss, na sexta-feira, no fim de tarde, esperavam-me na esta\u00e7\u00e3o  minha filha e uma amiga que veio visit\u00e1-la; uma amiga brasileira que estava estudando na Universidade de Innsbruck.<\/p>\n\n\n\n<p>Ganhei&nbsp; tempo e experi\u00eancia com isso. Elas de\nimediato me derem um mapa do Metr\u00f4 e fomos &nbsp;ao hotel em que eu ficaria hospedada, para\ndeixar a bagagem. Era longe da esta\u00e7\u00e3o, mas o sistema de transporte \u00e9 t\u00e3o\nperfeito que o metr\u00f4 atende a todas as regi\u00f5es de Viena com rapidez e\nefici\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Voltamos para o Centro onde est\u00e1 a Stephansdom,&nbsp; aquele linda catedral com telhado colorido. Fomos procurar um lugar interessante para jantar e enquanto procur\u00e1vamos olh\u00e1vamos atentamente para tudo. &nbsp;Comemos Schnitzel com batatas, especialidade vienense que agradava a todas.<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s o jantar, fui para o hotel e elas para o apartamento onde minha filha estava morando, um local  para estudantes.<\/p>\n\n\n\n<p>No dia seguinte, no s\u00e1bado combinamos\nde nos encontrar em uma intersec\u00e7\u00e3o de linhas do metr\u00f4. Comprei meu passe para\n24 horas na m\u00e1quina e as encontrei em um ponto de encontro das linhas amarela e\nroxa.<\/p>\n\n\n\n<p>Naquele s\u00e1bado fomos ao Pal\u00e1cio e jardim Hofburg, &nbsp;aos arredores do &nbsp;Kunsthistorisches Museum, em uma linda Igreja \u00e0s margens do Dan\u00fabio, Igreja de S\u00e3o Francisco de Assis. Em seguida almo\u00e7amos, fomos ao Stadion, um shopping Mall pr\u00f3ximo ao Donau Marina, e fomos ao supermercado. <\/p>\n\n\n\n<p>No fim do dia, minha filha e sua amiga voltaram para o apartamento e eu fui com elas para ver o endere\u00e7o, pois iria para l\u00e1 no dia seguinte. Na volta vi o p\u00f4r-do-sol no Rio Dan\u00fabio. N\u00e3o voltei para o hotel ainda, fui ao Centro de Viena pr\u00f3ximo a Stephansdom, &nbsp;e andando um pouco mais, ao lado da Wiener StaatsOper,&nbsp; cujo teatro estava lotado, foram colocadas cadeiras  diante de uma grande tela de proje\u00e7\u00e3o, onde era poss\u00edvel assistir  \u00e0 opera Henrique VIII, que estava sendo encenada naquele momento no teatro. Havia uma chuva fina que a sombrinha era capaz de barrar. Ent\u00e3o escolhi uma cadeira e sentei para assistir.<\/p>\n\n\n\n<p>Depois voltei para o hotel.<\/p>\n\n\n\n<p>17 de Maio de 2015<\/p>\n\n\n\n<p>No dia seguinte de manh\u00e3, no domingo, fui encontrar as meninas na Stephansdom, &nbsp;durante a missa. A missa era acompanhada pela Orquestra de Viena. Maravilhosa. Ap\u00f3s a missa fomos ver a Peterkirche,  e depois pegamos o Metr\u00f4 e decidimos n\u00e3o almo\u00e7ar, e &nbsp;sim irmos ao Caf\u00e9 Sacher experimentar a torta Sacher. E assim fizemos. Ap\u00f3s fomos para o Prater, parque de divers\u00f5es onde est\u00e1 a Wiener Riesenrad, a roda gigante de Viena entre outros brinquedos e guloseimas.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;Tiramos fotos, voltamos para \u00e1rea dos Museus,\nnovamente decidimos n\u00e3o entrar, &nbsp;pois\nhaveria tempo durante a semana.<\/p>\n\n\n\n<p>Domingo \u00e0 noite fui do hotel para\no apartamento. Teria de segunda a quinta-feira para explorar a cidade antes de\nirmos para Budapeste.<\/p>\n\n\n\n<p>A primeira coisa que fiz na segunda-feira foi descer do metr\u00f4 no Donau Marina e ir andando ao longo do Dan\u00fabio. Assim que iniciei a caminhada encontrei uma papoula solit\u00e1ria e depois mais tr\u00eas. A Ponte sobre o rio, moderna e brilhante, fez com que eu parasse para fotografar. Sentei&nbsp; em um banco e fiquei ali ainda por algum tempo. Era o porto dos cruzeiros pelo Dan\u00fabio, que vinham da Alemanha, cruzavam a \u00c1ustria, iam para Eslov\u00e1quia e depois para a Hungria. <\/p>\n\n\n\n<p>Era a primeira vez que eu via o Dan\u00fabio. N\u00e3o era azul, conforme Strauss denominou em sua valsa. Apesar da sua grande import\u00e2ncia n\u00e3o me provocou a mesma paix\u00e3o que o Reno me causou. Talvez por causa da cor verde do Reno, ou da sua energia. Eu n\u00e3o sei. Os rios me fascinam, assim como as pontes, mas o Reno causa mais que fascina\u00e7\u00e3o. <\/p>\n\n\n\n<p>Continuei minha caminhada e cheguei na Trinitarierkirche zum Heiligen Franz vom Assisi e l\u00e1 fui novamente, e l\u00e1 rezei novamente. Vi os corvos que eu jurava eram meios corvos e meios pombos. Atravessei a ponte e fui para o lado dos grandes pr\u00e9dios de arquitetura ultramoderna. Entrei na esta\u00e7\u00e3o do metr\u00f4 e fui para o Centro, desta vez para  o Volksgarten onde fiquei por algum tempo. Estava coberto de rosas de todas as cores. Almocei em um restaurante dentro do jardim e comi pela primeira vez Salsicha branca com batatas. Adorei.<\/p>\n\n\n\n<p>Os Museus n\u00e3o abrem na segunda-feira e eu tentei depois por duas vezes ir ao Kunsthistorisches Museum e n\u00e3o o encontrei aberto. Pretendia ir apenas neste e no Belvedere. Fui ao Belvedere no dia seguinte, primeiro no jardim que muito me interessou com todas as plantas catalogadas assim como as suas muitas ervas medicinais. Depois &nbsp;fui para o museu, principal e menor, e n\u00e3o imaginava o que eu ia encontrar l\u00e1, n\u00e3o sabia o impacto que me causaria e que, desde ent\u00e3o,  s\u00f3 penso em voltar. <\/p>\n\n\n\n<p>Sim eu vi as lindas obras de Gustav Klimt!  As mais lindas estavam l\u00e1 com seu brilho dourado em sala escurecida. Fiquei l\u00e1 por muito tempo, muito tempo, tanto tempo que descobri pela primeira vez um artista que n\u00e3o conhecia antes, que me chamou a aten\u00e7\u00e3o pela for\u00e7a daquele quadro chamado \u201c O Abra\u00e7o\u201d e olhei tanto que eu vi onde come\u00e7ava a influ\u00eancia de Klimt nas obras e onde elas terminavam; e vi os casarios em tons de terra, enfim ele se apresentava para mim. Era Egon Schiele com toda a sua ousadia. No ano seguinte fui \u00e0 Ceski &nbsp;Krumlov, na vizinha Republica Tcheca, &nbsp;ver seu museu e a linda cidadezinha por ele pintada e perpetuada. <\/p>\n\n\n\n<p>Os jardins do Pal\u00e1cio Belvedere tamb\u00e9m s\u00e3o lindos e convidam a ali ficar para refletir. Refletir \u00e9 o que mais se faz em uma viagem do estilo da minha. Al\u00e9m da contempla\u00e7\u00e3o da beleza &nbsp;abundante deste nosso planeta, contempla\u00e7\u00e3o esta que nos ensina a meditar naturalmente, h\u00e1 o prazer de ver e ouvir as obras dos artistas que por vezes passam por aqui t\u00e3o rapidamente como Schiele e Schubert, que produziram tanto, em t\u00e3o pouco tempo, como se soubessem que o tempo era curto para eles. <\/p>\n\n\n\n<p>21 de Maio de 2015<\/p>\n\n\n\n<p>Na manh\u00e3 desse dia eu passei algumas horas no Parque da Cidade entre as est\u00e1tuas de Strauss, Mozart, Schubert e Schindler, conversando com eles, em pensamento, sobre m\u00fasica, \u00a0\u00e9 claro. Encontrei mais uns pares de papoulas de cor rosa salm\u00e3o, diferentes e lindas. Estava me despedindo, mas n\u00e3o sabia que algo se reservava para mim naquela tarde. Seria o \u00faltimo dia de explora\u00e7\u00e3o antes de partir para Budapeste no dia seguinte. Depois de almo\u00e7ar algo no Mc Donalds,  desta vez para usar a internet pois naquele ano eu n\u00e3o tinha chip e ainda era dif\u00edcil de encontrar conex\u00e3o wi-fi;  ent\u00e3o eu ia e voltava em alguns pontos onde eu sabia que havia sinal e tomadas para carregar meu celular; os tr\u00eas lugares escolhidos estavam distantes um dos outros; eles eram o Mc Donalds no centro, o Shopping center Stadion e o Caf\u00e9 Segafredo na Esta\u00e7\u00e3o de Trem. Meu passe di\u00e1rio de metro que custava 16,50 euros me permitia essa movimenta\u00e7\u00e3o constante; ent\u00e3o eu fui na Peterkirche apenas para descansar, mas quando l\u00e1 cheguei havia uma apresenta\u00e7\u00e3o de uma soprano cantando as Ave Maria de diversos compositores acompanhada pelo \u00f3rg\u00e3o da igreja. Foi t\u00e3o lindo, t\u00e3o incr\u00edvel, que eu recebi como se fosse um presente. Eu chorei.  A ac\u00fastica, o som celestial do \u00f3rg\u00e3o, a voz perfeita da soprano, era como se fosse algo realmente do c\u00e9u e n\u00e3o da terra. Como ela estava acima de todos, no lugar destinado ao \u00f3rg\u00e3o, de frente para o altar, \u00a0n\u00e3o era vista, apenas soava vindo do alto daquela linda igreja cat\u00f3lica barroca, eu poderia ter certeza que n\u00e3o eram terrenos aqueles angelicais instrumentos de cordas. Foi muito especial.<\/p>\n\n\n\n<p>22 de Maio de 2015<\/p>\n\n\n\n<p>Pegamos o trem para Budapeste. Trem lotado. Pequena cabine de segunda classe com mulheres e bagagens. O idioma tcheco entrava e n\u00e3o encontrava nenhum significado nos meus par\u00e2metros cerebrais. As duas mulheres sentadas uma para a outra, que se percebia tratar de m\u00e3e e filha, &nbsp;n\u00e3o pararam de falar um \u00fanico minuto. O assunto era inesgot\u00e1vel e a vontade de entender uma palavra pelo menos durou at\u00e9 a chegada \u00e0 Hungria e a nossa aten\u00e7\u00e3o se voltar para a esta\u00e7\u00e3o de parada que n\u00e3o sei por qual motivo fomos aconselhadas a descer. Sim era a esta\u00e7\u00e3o onde eu teria acesso ao metr\u00f4 que me levaria ao apartamento em Peste, pr\u00f3ximo \u00e0 Erzbeth Bridge, sobre o rio Dan\u00fabio. Uma chuva fina e uma escada com muitos degraus nos esperava, minha grande mochila alem\u00e3 e minha mala pareciam pesar o dobro naquela escada que parecia \u201cstairway to heaven\u201d sem trilha sonora. Mas chegamos l\u00e1 e n\u00e3o foi tudo. O chip austr\u00edaco n\u00e3o funcionou em Budapeste e t\u00ednhamos que chegar ao apartamento at\u00e9 \u00e0s 20:00 horas. Mas como solidariedade \u00e9 um elementos que jamais faltou em toda a minha viagem, uma menina emprestou seu celular para que fiz\u00e9ssemos a chamada. E l\u00e1 fomos n\u00f3s de metr\u00f4 at\u00e9 o endere\u00e7o. Parecia t\u00e3o f\u00e1cil. Mas n\u00e3o foi. N\u00e3o havia uma sequencia l\u00f3gica de numera\u00e7\u00e3o na rua indicada. Mas uma vez a solidariedade se apresenta em forma de um gentil rapaz que  ligou do seu celular, ap\u00f3s tentar nos ajudar a encontrar a tal numera\u00e7\u00e3o, e que tamb\u00e9m n\u00e3o teve sucesso. Ligou ent\u00e3o, e a locadora veio nos buscar e nos levou at\u00e9 o endere\u00e7o que seria imposs\u00edvel encontrar. Mas o edif\u00edcio antigo era muito interessante. E o apartamento era grande e confort\u00e1vel com tudo o que eu precisava para colocar minhas roupas e cabelos em ordem, e matar o desejo de tomar o meu caf\u00e9, o meu ch\u00e1, comer muitas frutinhas, m\u00fcsli e iogurte no caf\u00e9 da manh\u00e3, enfim de ficar confortavelmente por cinco dias em Budapeste. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>15 de Maio de 2015 Depois do encantamento de Praga fui para Viena de trem e encontrei minha filha, que estava estudando na Universidade de Viena. Ela estava adoentada, com gripe, abatida e visivelmente triste. 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